Brasília Política Hudson Cunha

Exclusivo: Entrevista com Afif Domingos, pré-candidato à Presidência da República

Exclusivo: Entrevista com Afif Domingos, pré-candidato à Presidência da República

O ex-presidente do Sebrae nacional, Guilherme Afif Domingos (PSD), que disputou eleição para presidente da República em 1989 e obteve mais de 3 milhões de votos, quando ficou à frente de nomes importantes da política nacional, tais como  Ulisses Guimarães, Roberto Freire e Fernando Gabeira; agora está de volta ao seu projeto rumo ao Palácio do Planalto, quando disputará a convenção de seu partido. Defensor inconteste da pequena e média empresa, o presidenciável pretende empolgar o país com o apoio dos 27 milhões de pequenos e médios empresários e mais 18 milhões de empregados das referidas empresas, que apoiam seus patrões. Juntos são 45 milhões de batalhadores que, segundo Afif, estarão com ele nesta caminhada rumo ao Palácio do Planalto. O pré-candidato do PSD concedeu entrevista exclusiva ao Alô Brasília, oportunidade em que afirmou ser candidato pra valer e não está colocando o seu nome para se cacifar como vice. Além disso, ele deixou claro que o seu pacto na disputa presidencial será com o povo brasileiro, e o PSD em seu projeto terá liberdade nas disputas estaduais: “Para que tenhamos um partido forte, é fundamental a eleição de deputados federais em todo o país, por isso esta será uma de nossas prioridades nos 27 estados da federação”. Veja a seguir a íntegra da entrevista.

SLOGAN DE CAMPANHA

Perguntamos a Afif Domingos sobre um de seus slogans da campanha em 1989, quando ele convidava o país para dar as mãos. Ele não titubeou e respondeu de pronto: “Os projetos que desenvolvemos na iniciativa privada e na vida pública sempre foram de mãos dadas. Atravessamos um momento difícil em nosso país, mais do que nunca precisamos de uma visão de união, pois o país está muito dividido, está muito radicalizado, está com ódio, e com toda razão. O país não está com raiva e sim com ódio mesmo! O ódio maior é contra a classe política que o povo considera o grande culpado desta situação. Fica muito claro que há um desligamento entre nação e Estado. O povo não se sente representado, esta é a raiz de nossa crise e dessa radicalização que está acontecendo. Por isso o bom senso e o dar as mãos tem que prevalecer,” disse o presidenciável.

Quando a pergunta se referiu à unidade na diversidade, proposta por Temer e outros pensadores do centro-direita, Afif bateu duro e colocou sua posição de forma categórica: “Entendo que temos que ter pluralidade antes de qualquer coisa. A ideia de unir os candidatos de centro antecipadamente se refere à política do terror, ou seja: vamos unir para combater fulano ou cicrano. Não é por aí! Até porque nós temos que nos unir sim, mas para apresentar um plano com as propostas de que o povo precisa. Eu não estou vendo discurso de nenhum dos pré-candidatos ao Palácio do Planalto voltados para a nação. Acredito e advogo a ideia de que tenhamos diversos candidatos para presidente do Brasil e que estes apresentem suas ideias e tudo será definido nas urnas. Esta conversa de fazer aliança é coisa para o segundo turno,” arrematou Afif.

DEFENSOR DA DEMOCRACIA

Quanto ao seu plano de governo, que será apresentado aos brasileiros nos próximos dias, Afif Domingos argumentou: “Eu sou defensor da democracia econômica, sem a qual a democracia política não subsiste. A pequena empresa é a democracia econômica. Ela está presente em cada canto do país e é o Brasil real. O Brasil real está muito distante do Brasil legal de que precisamos. Pequena empresa e município são irmãos gêmeos, por isso a nossa luta é pela descentralização, a nossa principal bandeira! Tudo que o município puder fazer melhor que o Estado não faz, bem como o que o Estado fizer melhor que a União não faz, e também tudo que a União puder fazer melhor que nem Estado e nem município não façam e ainda tudo que o cidadão e a sociedade organizada puderem fazer melhor e que nenhum dos dois faça; por favor, não atrapalhe quem faça, é a nossa bandeira da simplificação e também da desburocratização. O segundo ponto é colocar as prioridades no papel do Estado. Temos que ter um Estado forte! Temos que ter um Estado que não interfira para garantir oportunidades: É o Estado da educação universal, é o Estado da saúde universal, isto é dar oportunidades e a garantia de direitos do cidadão. Trata-se de um Estado da justiça.” Declarou.

PROJETOS CONSISTENTES

Perguntamos a Afif Domingos se ele conhece o projeto de segurança pública do também presidenciável Bolsonaro, quando ele disse: “Desconheço qualquer projeto consistente dos presidenciáveis que estão se apresentando ao país e muito menos o projeto do capitão Bolsonaro, nesse sentido. Entretanto, a segurança pública é um  direito do cidadão, pois é um monopólio do Estado. Segurança pública não é feita com o cidadão comprando armas para se defender. Na segurança pública temos hoje o crime muito mais organizado que o Estado, por isso percebemos o Estado batendo cabeça e ficam de forma amadora, um chutando para o outro.

SEGURANÇA PÚBLICA

Temos que definir o papel do Estado na segurança. E mais, percebo na área da segurança em nosso país, todo mundo fazendo a mesma coisa e de forma dispersa, desorganizada, enquanto que o crime está organizadíssimo dentro das próprias cadeias! Acho ainda que fosse cometido um grande equívoco por meio da intervenção militar no Rio de Janeiro. A meu ver é um perigo deixar o Exército nas ruas do Rio de Janeiro, pois o Exército vai acabar sendo contaminado. O Exército não é para isso, não. “Neste sentido, temos que ter as forças policiais dos executivos treinadas para este fim, quando serão garantidos recursos necessários para fazer um trabalho efetivamente positivo e a favor do povo,” explicou o pré-candidato do PSD.

APOIOS DE CAMPANHA

Referente às tratativas com a direção do partido e o apoio de aliados dentro e fora do PSD, Guilherme Afif Domingos argumentou: “Está havendo uma tentativa de arrastão para fazer a centralização de diversas candidaturas em torno de um candidato único que chamarão candidato de centro. Definitivamente, eu não posso concordar com isto, pois sou a favor da pluralidade de candidaturas. Os arranjos que estão querendo fazer, certamente podem chamar de “Unidos da Lava Jato”, que são exatamente os partidos envolvidos no processo de corrupção, cuja operação ficou conhecida nacionalmente como Lava Jato. A estratégia tem o objetivo de viabilizar tempo farto de televisão para tentar empolgar o povo. O meu partido, por exemplo, tem a tendência clara de apoiar Geraldo Alckmin do PSDB para presidente da República, enquanto que as pesquisas indicam que Alckmin é um produto fora do mercado consumidor. Ele representa exatamente o status quo, ou seja, não vamos mudar para não mudar nada e queremos ficar exatamente como estamos. Por isso, estou brigando dentro do partido e vou disputar a convenção e acredito na vitória,” argumentou.

BATALHADORES

Perguntamos ao presidenciável qual será a forma que ele fará para empolgar o Brasil e viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto. Sem pestanejar o experiente político respondeu: “Eu tenho comigo a bandeira dos batalhadores. São 27 milhões de pessoas trabalhando por conta própria, entre formais e informais. Somando os empregados das médias e pequenas empresas, que não brigam com seus patrões, pois estão lado a lado e sabem das dificuldades que os empreendedores passam para manter as portas abertas e ajudar a levar com muita dignidade o Brasil nas costas. Portanto, teremos um total de 45 milhões de trabalhadores, que certamente mostrarão de qual é o lado que o Brasil deve ficar. Acredito firmemente que nosso nome vai sim, empolgar a nação brasileira,” disse.

PSD NO PLANALTO

Perguntamos ainda qual a vantagem que o PSD terá com uma candidatura ao Palácio do Planalto. O presidenciável sorriu demonstrando satisfação com a pergunta e afirmou: “É muito importante ter um candidato à presidência da República, para que possamos firmar a filosofia e as bandeiras do partido. Ao contrário fica tudo com cara de chinês, ou seja, todos são iguais. Todos sem nenhum conteúdo mais forte e procurando fazer aliança com a única finalidade de melhorar o tempo de rádio e TV. Um partido que tenha personalidade e uma mensagem forte, certamente será um partido que entrará na nova era, como um dos partidos do futuro. Todos os partidos que estão aí têm imensa dificuldade de se identificar com a população. Por isso, acredito na nossa bandeira, que é a bandeira dos batalhadores, aqueles que suam a camisa para se autossustentar, gerando emprego e renda,” ponderou.

RESULTADO DO DESEMPENHO

Ao final, perguntamos qual recado que ele daria aos parlamentares do PSD, referente ao seu projeto rumo ao Palácio do Planalto. O presidenciável não tergiversou e fez a seguinte colocação: “A minha candidatura à presidência da República é exatamente o resultado para o próprio desempenho eleitoral dos candidatos de nosso partido Brasil afora. O partido que tem uma bandeira clara, uma bandeira consagrada, respeitada, vai ajudar muito na eleição dos parlamentares que se identificam com esta bandeira. Acredito no ditado popular de que uma andorinha só não faz verão. Quero me eleger presidente da República, ao lado de uma bancada forte no Congresso Nacional,” concluiu Guilherme Afif Domingos.

Como se vê, o político Afif Domingos, batalhador pelas pequenas e médias empresas em nosso país, está preparado para discutir com a nação um projeto consistente e que teria o apoio de 45 milhões de brasileiros e brasileiras que ajudam a levar o país nas costas. Desejamos ao presidenciável boa sorte e que o seu PSD apresente mais uma opção para o povo decidir os novos rumos de um país rico e de dimensões continentais, que se encontra no fundo do poço por falta de gestão de seus governantes.

 

Especial para o Alô Brasília

Sobre o autor | Website

Jornalista Especializado em Comunicação Empresarial e Marketing em Mídias Digitais. É idealizador da Escola do Jornalista Digital e Diretor de Comunicação e Marketing da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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