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O Herdeiro do Reguffe

O Herdeiro do Reguffe

Jovem e cheio de ideias inovadoras. É engenheiro civil e atua como empreendedor. Já foi candidato a deputado distrital e coordenador-geral do DCE da UnB. Esse é o brasiliense Pedro Ivo.

Com uma trajetória semelhante à de José Antônio Machado Reguffe, o Senador Reguffe, Pedro conta que encontrou sua vocação para a política ainda na Universidade.

O jovem pré-candidato também afirma que é possível renovar o atual cenário político.

Pedro Ivo (PPS ), pré-candidato a deputado distrital

Confira a entrevista exclusiva que Pedro Ivo (PPS ), pré-candidato a deputado distrital, concedeu ao Blog do Hudson Cunha, falando de sua trajetória e de suas intenções e propostas como político.

Já foi filiado a algum partido político?

Iniciei minha trajetória política em um grupo liberal que foi gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade de Brasília. Pude estar à frente do DCE entre 2012 e 2013 e até ali não possuía filiação partidária. A convite do senador Reguffe (na época deputado federal), me filiei no PDT e disputei a minha primeira eleição como candidato a deputado distrital. Me desfiliei do PDT no mesmo dia que o Reguffe, em fevereiro de 2016. Passei 2 anos sem partido e agora estou no PPS em uma pré-candidatura cívica e independente. Não me sinto representado plenamente por nenhum dos partidos que hoje atuam no Brasil.

E por que decidiu se candidatar a deputado distrital?

Aprendi na minha trajetória que pessoas comprometidas e capacitadas ocupando os espaços de liderança podem melhorar a vida de muita gente. Assim como o Reguffe, pretendo iniciar minha atuação política na Câmara Legislativa. Nossa cidade carece de representantes que coloquem os contribuintes (que somos todos nós pagadores de impostos) no centro de suas ações. Não podemos achar normal ter apenas representantes de classes, sindicatos e grupos econômicos. Precisamos de uma representação que leve o papel fiscalizador do deputado a sério, que cobre a aplicação de boas leis, discuta verdadeiramente o orçamento do DF e acompanhe a execução desse orçamento.

Como você avalia o atual cenário político do DF?

Por diversos motivos que vão desde a crise econômica que enfrentamos, passam pela má gestão do governo anterior e chegam nas dificuldades da atual gestão em alcançar conquistas relevantes, vivemos uma situação delicada. As áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança, enfrentam problemas estruturais. O GDF encontra grande dificuldade para arcar até com despesas básicas como o salário dos servidores. E quando vemos as pesquisas eleitorais para governador, alguns dos mais populares fazem parte de grupos ligados à escândalos de corrupção e má utilização do máquina pública. Há uma carência de bons representantes que sejam capazes e possuam ficha limpa para bem representar a sociedade. É uma pena, porque Brasília tem um potencial enorme, mas faltam lideranças capacitadas para fazer as mudanças que precisamos.

Os pré-candidatos em sua maioria tem utilizado o discurso de renovação na política, como você acredita que é possível renovar a política, no atual cenário?

Primeiro precisamos qualificar essa renovação. A renovação por si só não significa nada. Precisamos renovar as práticas na política, ter um novo jeito de fazer política. Um exemplo disso é o resgate do papel fiscalizador do legislativo. O governo distribui cargos para os partidos em troca de apoio, por isso os deputados não fiscalizam nem pressionam. Outro exemplo é criar novas formas de atuar durante o mandato, facilitando a participação, colaboração e interação com a sociedade. Um dos meus compromissos enquanto pré-candidato é o de adotar o aplicativo Nosso Mandato. Essa ferramenta, que já está disponível para download, permite que o cidadão acompanhe todas as votações que ocorram na casa legislativa, tenha direito de opinar sobre cada tema, possa marcar reuniões diretamente com o parlamentar e notificar problemas da cidade, como um buraco no asfalto por exemplo. O gabinete recebe a notificação, encaminha para o órgão competente e acompanha a resolução do problema. Precisamos mudar a forma como a política é feita em nosso país.

Quais seus projetos para o distrito Federal?

Além dos pontos mencionados, como o resgate do papel fiscalizador do distrital e a adoção do aplicativo “Nosso Mandato”, precisamos focar em desenvolver a economia do DF. Temos um enorme potencial não realizado e é preciso gerar emprego e renda para vencer a crise econômica. Em particular na área da Ciência, Tecnologia e Inovação, são diversos os estudos comprovando que Brasília tem todas as condições para desenvolver uma forte indústria limpa e inteligente. Um exemplo disso é o projeto do Parque Tecnológico Cidade Digital, lançado em 2001, mas que pouco avançou nos últimos 17 anos. Também devemos fortalecer as startups e ter uma Fundação de Apoio a Pesquisa (FAP) que consiga implementar todo seu orçamento anual com bons editais. Na Câmara Legislativa, por sua vez, é necessário buscar mais transparência e combater os privilégios dos deputados. Hoje, a maioria das votações já é aberta, mas a informação de como cada distrital se posiciona  não está disponível no site da CLDF, nem em nenhum outro meio de fácil acesso. Sem falar na verba indenizatória de R$ 15 mil por mês e aproximadamente R$ 200 mil de verba de gabinete. É possível fazer um bom mandato utilizando muito menos recursos públicos.

Você tem uma trajetória muito parecida com a do senador José Reguffe no universo estudantil. Considera-se um herdeiro do mesmo?

Muita gente faz afirmações como essa. Tenho muito orgulho de ter entrado na política a convite do Reguffe. Ele é um grande exemplo e tem atuado como um mentor ao longo da minha trajetória. Temos compromissos e princípios muito parecidos e algumas pessoas inclusive perguntam se somos parentes por conta de algumas semelhanças físicas. Se por esse motivos me consideram como uma forma de herdeiro, fico feliz e quero levar nossos valores de transparência, competência e ética para o maior número possível de pessoas.

Qual a mensagem que o pré-candidato a deputado distrital, Pedro Ivo, deixa para o eleitor brasiliense?

Brasília pode ser bem melhor do que é hoje e essa mudança depende de nós. Só vamos mudar a situação se arregaçarmos as mangas e atuarmos com consciência durante e após o período eleitoral. A política tradicional tem mecanismos muito eficientes de perpetuação do poder, que infelizmente passam pela compra de votos. Para reverter essa lógica, temos a responsabilidade de buscar, nos engajar e trabalhar na escolha de bons candidatos. Assim faremos uma Brasília e um Brasil melhores.

Da redação

Sobre o autor | Website

Jornalista Especializado em Comunicação Empresarial e Marketing em Mídias Digitais. É idealizador da Escola do Jornalista Digital e Diretor de Comunicação e Marketing da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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