Brasília Política Hudson Cunha

Rodrigo Freire: É muito triste ver jovens que perdem a esperança no futuro por não encontrarem oportunidades de trabalho

Rodrigo Freire: É muito triste ver jovens que perdem a esperança no futuro por não encontrarem oportunidades de trabalho

Rodrigo Freire é candidato a deputado federal pelo NOVO. Brasiliense, tem 37 anos, é advogado, empreendedor do setor de alimentação. Casado com a jornalista Sabrinna Albert, é membro da igreja Comunidade das Nações, liderada pelo bispo JB Carvalho, e presidente de duas entidades ligadas às áreas de gastronomia, turismo e desenvolvimento econômico do Distrito Federal, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) do DF e Brasília Convention & Visitors Bureau.

– Por que quer ser deputado federal?

Rodrigo Freire – O deputado federal é representante do povo no Poder Legislativo e sua principal atribuição, além da aprovação do orçamento geral da União e fiscalização do Poder Executivo, é propor, discutir, aprovar e revogar leis para que a sociedade se desenvolva e o Brasil se torne um País mais justo. São esses objetivos que me conduzem para a política. Quero ser deputado federal porque acredito que não podemos ficar em uma atitude passiva à mercê da velha política de “toma-lá-dá-cá”, sem ética e honestidade, que destrói os valores da sociedade brasileira e deixa a população desalentada.

É exatamente por ter a certeza de que posso contribuir para o fortalecimento da nossa sociedade, na sua dimensão mais ampla, e do nosso Brasil, que me apresento como candidato a deputado federal pelo NOVO DF.

– Como vai fazer isso acontecer?

Rodrigo Freire – O meu trabalho na Câmara dos Deputados será voltado para que a vontade do povo prevaleça no Congresso Nacional. Temos de ser ativos e propositivos, se quisermos modificar o Brasil. Temos de fortalecer os mecanismos de participação do cidadão em todos os níveis, para que ele seja bem representado. Para isso, é preciso trabalhar muito por mudanças legislativas que deem espaço para que as pessoas produzam com maior liberdade, sem a burocracia sufocante e sem essa atual carga tributária que estrangula as empresas e o orçamento familiar, principalmente dos mais pobres.

É muito triste ver jovens que perdem a esperança no futuro por não encontrarem oportunidades de trabalho. Criar a possibilidade para o crescimento sustentável do cidadão e da economia brasileira é minha prioridade na Câmara dos Deputados. Darei essa contribuição com a minha visão de desenvolvimento por meio da criação de um ambiente que fomente o empreendedorismo e estimule o melhor aproveitamento da diversidade cultural e vocação turística de nosso País.

– A falta de emprego e esperança deixa a sociedade brasileira doente?

Rodrigo Freire – Com certeza a falta de emprego, além de trazer complicações à vida financeira, afeta também o estado físico e emocional das pessoas e deixa a sociedade brasileira doente. Com a continuidade de uma situação de desemprego e um alto nível de endividamento, a experiencia social das pessoas é empobrecida e essa situação se agrava pela falta de esperança, em função da indiferença e desprezo por parte dos outros. Até o IBGE já tirou das estatísticas do desemprego aqueles que estão desempregados há mais de dois anos e desistiram de procurar emprego, criando a categoria dos desalentados. Isso provoca uma redução na capacidade de enfrentamento ativo das pessoas e uma maior probabilidade de que elas sucumbam a determinadas tentações como as drogas, a adesão ao crime organizado e a outras atividades permissivas. Desse modo a violência, que é uma manifestação de quem perdeu o referencial do que é o verdadeiro sentido da vida, se espraia na sociedade.

– O que fazer para mudar essa situação?

Ocorre que, a maior parte das situações que ampliam a permissividade na sociedade, não são acidentes de percurso, mas estratégias bem planejadas para provocar o caos, como o Bispo JB Carvalho bem costuma destacar em suas preleções.  Acredito que a sociedade só poderá deixar de ser doente se cada um de nós fizer a sua parte. Se cada um de nós for um agente de transformação. Por isso é tão importante que haja a participação política de todos os cidadãos de bem. Do mesmo modo também é importante que sejam eleitos políticos que deem exemplo de retidão e honestidade e que estejam comprometidos com a criação de mais empregos e oportunidades de trabalho para as pessoas. É responsabilidade de todos nós criar ou influenciar a criação de novas práticas de acordo com valores cristãos para transformar a sociedade em que vivemos. Como deputado federal vou atuar para que a Câmara dos Deputados foque no fortalecimento do turismo e do empreendedorismo para a geração de empregos. Com o cidadão trabalhando e sustentando a própria família, valorizaremos e fortaleceremos os laços familiares e sociais que facilitam o combate à corrupção, ao uso de drogas e ao crime organizado.

– Quais são as suas bandeiras?

Rodrigo Freire – Minha atuação como Deputado Federal terá por objetivo valorizar quem produz e trabalha melhorando o ambiente de negócios, acabar com os privilégios dos políticos e fiscalizar a atuação do Governo Federal para que os impostos pagos pela população resultem em serviços públicos melhores e mais eficientes. Por esse motivo, minhas principais bandeiras são: (a) reduzir gastos e aumentar a eficiência da Câmara dos Deputados; (b) fortalecer a indústria do turismo como instrumento de desenvolvimento econômico e social (c) estimular o empreendedorismo e a geração de emprego e renda nos lugares onde as pessoas moram; (d) reduzir impostos e simplificar a vida tributária das empresas e do cidadão; e (e) melhorar a qualidade de vida das pessoas, especialmente nas áreas de saúde, educação segurança pública e transportes.

– Será possível diminuir o custo da Câmara dos Deputados de forma real?

Rodrigo Freire – Com certeza. Para reduzir gastos da Câmara dos Deputados, proporei diminuir em 50% do número de Deputados Federais, com implantação de voto distrital e fortalecimento dos mecanismos de participação direta e com isso será usado menos dinheiro e teremos o aumento da representatividade do cidadão no Congresso Nacional. Para aumentar a eficiência, também defenderei a reformulação do processo legislativo, com redução do prazo de tramitação dos projetos de lei e criação de um sistema digital e interativo de avaliação de desempenho e resultados do parlamentar.

– Por ser presidente do Brasília Convention & Visitor Bureau, como vai fortalecer o setor de turismo?

O turismo é uma das indústrias que mais contribui para a geração de empregos e renda, com impactos econômicos, sociais e ambientais que afetam todos os setores produtivos do Brasil. Como deputado federal, eu tenho uma proposta de simplificação legal e regulatória para parcerias públicas privadas de pequeno porte no setor turístico e cultural para melhor utilização de parques, espaços e equipamentos públicos. Com esse projeto, facilitaremos o desenvolvimento dessa indústria em qualquer região de acordo com as características e potencialidades locais.

– Brasília é uma cidade de servidores públicos e com grande número de desempregados. É possível ter solução para essa questão?

O servidor público é essencial para o DF e para o país. Temos que fortalecer esse segmento com valorização dos que trabalham e ama suas funções. Mas há um limite da capacidade do Estado em fornecer vagas para novos servidores e, por isso, precisamos focar na geração gerar empregos e renda nos lugares onde as pessoas moram.

Por isso é muito importante estimular o empreendedorismo e assegurar a sobrevivência de micro e pequenas empresas que são responsáveis pelo maior número de empregos no Brasil. A minha proposta para resolver esse problema é apresentar Emenda Constitucional para assegurar imunidade tributária para micro e pequenas empresas durante o primeiro ano de funcionamento. Com o governo proibido de cobrar tributos, essas empresas terão melhores condições de absorver a grande massa de desempregados.                      

– Isso seria interessante essa solução, mas parece inviável em um país tão cheio de regras?

É viável, sim.  É só uma questão de gestão e otimização do que já temos estabelecidos porque a Emenda, que vou propor, é muito mais eficiente do que o programa do Primeiro Emprego. Depois de um ano, muitas novas empresas, que fechariam suas portas em função da carga tributária, vão continuar a ofertar empregos e a pagar tributos. Nessa visão de aumento de renda descentralizada, eu quero também possibilitar ao trabalhador maior liberdade para escolher como investir o FGTS, de modo que ele possa obter melhor rendimento para organizar sua vida financeira.

– Essa proposta é criação de subsídio para novas empresas?

Não é subsídio. É pensar no cidadão, na geração de emprego e no fortalecimento da economia. A partir do momento que essas novas empresas e os trabalhadores ganham força, toda a cadeia econômica brasileira se revigora.

Reduzir impostos e simplificar a vida tributária das empresas e do cidadão são medidas fundamentais para que os investimentos sejam retomados no Brasil e o País volte a crescer. Como Deputado Federal, defenderei ainda a eliminação de impostos sobre remédios e medicamentos para que as pessoas possuam mais condições de comprar esses itens essenciais e aumentem seu poder de consumo. No que se refere a simplificação, vou trabalhar para aprovar um Código de Defesa do Contribuinte, com prazo para conclusão de processos administrativos e automatização dos processos de restituição, ressarcimento e compensação de créditos tributários.

– Fortalecer o empreendedor basta?

É parte do caminho porque a solução é complexa. A visão para um novo Brasil tem que passar por propostas que melhorem a qualidade de vida das pessoas focadas no essencial nas áreas de Saúde, Educação, Mobilidade, Emprego e Segurança.  Tenho propostas concretas nessas áreas como o fortalecimento das clínicas populares e o uso de aplicativos, da telemedicina e da telessaúde para assegurar a todos atendimento médico ambulatorial descentralizado, exames e serviços de baixa complexidade, inclusive em locais de difícil acesso.

Proporei a criação de bônus de impacto social para incentivar o alcance de metas mensuráveis em políticas educacionais, tais como melhorar o desempenho de estudantes, estimular o empreendedorismo e capacitar jovens para o trabalho. E defenderei uma nova política nacional de combustíveis, voltada para eliminar o monopólio de fato que ainda existe no setor, obrigando a Petrobrás a alugar suas instalações (dutos e terminais especializados) para outras empresas, com o propósito de reduzir o preço da gasolina.

– Como vai fazer isso sozinho?

Rodrigo Freire – Precisamos de pessoas de bem que querem um DF melhor e um Brasil com mais empregos, renda e sem corrupção. Temos que eleger pessoas com coragem para combater a velha política do troca-troca de cargos, onde as funções públicas ficam prejudicadas pela ineficiência. Eu não uso o fundo partidário e nem o fundo eleitoral para fazer campanha. O dinheiro do cidadão deve ser utilizado para melhorar a saúde, a educação e a segurança da população ao invés de bancar partidos e campanhas eleitorais. E o mais importante de tudo é o compromisso de resistir às tentações do poder, combater todo tipo de corrupção e continuar sempre, mesmo depois de eleito, a ser a pessoa honesta, com valores éticos e cristãos que sempre fui.

– Por que você recebeu o apoio do senador Reguffe?

Rodrigo Freire – Eu já assinei o protocolo Reguffe porque os pontos defendidos pelo senador visam um Brasil melhor e está muito alinhado ao que o próprio NOVO acredita. Quando eleito, vou começar dando o exemplo na minha atuação como parlamentar ao cortar e abrir mão de todo tipo de regalia que seja privilégio dos políticos, como fez o senador Reguffe. Além disso, vou analisar e identificar quais impostos podem ser cortados. Identificar leis que criam obstáculos e precisam ser revogadas. E impedir que leis que oneram as pessoas sejam criadas. Entre outras tarefas importantes posso mencionar fiscalizar o governo federal e atuar para aumentar a fatia de recursos destinados ao Distrito Federal em áreas prioritárias como saúde e educação. Precisamos renovar não apenas as pessoas que fazem política, mas também a maneira de fazer política. Chega da velha política.

– Qual é a influência da sua família nessa sua proposta política?

Rodrigo Freire – Para mim, a família representa o primeiro dos laços afetivos que determinam a forma de nossas relações com outras pessoas, com a comunidade que nos cerca e com o mundo em que vivemos. Foi num ambiente familiar bastante politizado que desenvolvi meu senso de responsabilidade social.

Contar com o apoio da minha esposa e da minha família nessa proposta politica tem sido muito importante. Meu avô Marcos Freire, que foi senador por Pernambuco e faleceu em um acidente de avião em 1987, dizia-me que os problemas desse mundo deviam ser enfrentados “sem ódio e sem medo” e isso tem muita relação com os valores cristãos: “tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”.

O exemplo deixado pelo meu avô, tronco dessa minha árvore familiar, sempre me fizeram pensar que é meu tempo de estar na política e ser justo e sem rancor. Eu acredito que o propósito para o homem, que acredita na palavra do Senhor e na força da família, é mudar a vida das pessoas. Reforço, entrar na vida pública é uma ferramenta para transformar a realidade de cada indivíduo, da comunidade, do DF e do Brasil. Para isso, acredito que é preciso ter amor no coração e coragem para enfrentar os desafios.

Sobre o autor | Website

Jornalista Especializado em Comunicação Empresarial e Marketing em Mídias Digitais. É idealizador da Escola do Jornalista Digital e Diretor de Comunicação e Marketing da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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